Donos de tirolesa vão ter que pagar pensão à família de engenheiro que morreu no Morro do Moreno, no ES

Donos de tirolesa vão ter que pagar pensão a família de engenheiro no ES Os três proprietários de uma empresa que mantinha uma tirolesa do Morro do Moreno,...

Donos de tirolesa vão ter que pagar pensão à família de engenheiro que morreu no Morro do Moreno, no ES
Donos de tirolesa vão ter que pagar pensão à família de engenheiro que morreu no Morro do Moreno, no ES (Foto: Reprodução)

Donos de tirolesa vão ter que pagar pensão a família de engenheiro no ES Os três proprietários de uma empresa que mantinha uma tirolesa do Morro do Moreno, em Vila Velha, na Grande Vitória, foram condenados a pagar indenização e pensão aos familiares de um engenheiro que perdeu a vida ao usar o equipamento. A tragédia ocorreu no dia 1º de maio de 2021, quando João Paulo Sampaio dos Reis colidiu contra a plataforma intermediária e foi arremessado ao chão, o que ocasionou sua morte por traumatismo torácico. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp A sentença do Juízo da 2ª Vara Cível de Vila Velha estabelece que devem ser pagos: Pensão: equivale a soma de dois salários mínimos (R$ 1.621), o que atualmente totaliza R$ 3.242, e que será partilhado de forma igual entre os três Tempo: a esposa receberá a pensão até completar 75 anos ou até o seu falecimento, e os filhos até a idade de 25 anos Atrasados: o pagamento da pensão começa a contar a partir da data da morte, o que pode gerar um acumulado a ser pago e que deverá ser atualizado com a taxa Selic Indenização: um total de R$ 180 mil a ser partilhado pela esposa e filhos, com atualização pela taxa Selic a partir da sentença Danos materiais: no valor de R$ 11.600, a ser atualizado pela taxa Selic, desde o desembolso para promover o enterro do engenheiro De acordo com o advogado Wilson Roberto Martinelli Pozes, que representa a esposa e os dois filhos do engenheiro, ele era o provedor da família, que ficou totalmente desamparada. A condenação atinge os três proprietários da empresa Eco Vertical Turismo de Aventura Ltda, responsável pela tirolesa, e cuja defesa já apresentou recurso. São eles: Geovane Lutes Rodolfo Marloyllner Fernandes Alex Sandro Melo Magnago Eles foram incluídos como responsáveis pelos pagamentos após terem encerrado a empresa em março de 2023. Fato, segundo a sentença, que ocorreu na mesma data em que houve a intimação judicial determinando o pagamento provisório de um salário mínimo por mês para cada familiar, além dos valores retroativos desde o momento da morte, montante que alcançava R$ 3,6 milhões na ocasião. João Paulo Sampaio dos Reis morreu em maio de 2021 na tirolesa do Morro do Moreno Arquivo Pessoal Mais sobre o caso: MORTE NA TIROLESA: Bombeiros não tiveram acesso ao equipamento ao qual homem estava preso HOMICÍDIO CULPOSO: Crea faz vistoria para investigar acidente em tirolesa que matou homem no ES Os três, além do operador da tirolesa, também são réus em ação penal que tramita na 2ª Vara Criminal de Vila Velha, que aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Eles foram acusados de homicídio culposo e para alguns foi incluído fraude processual. No dia do acidente o engenheiro estava acompanhado da filha, à época com 14 anos, e de uma amiga dela. As duas foram as primeiras a fazer a descida no equipamento. Na sequência, foi a vez de João Paulo, que colidiu contra a plataforma intermediária e foi arremessado ao chão, o que ocasionou sua morte por traumatismo torácico. O que diz a defesa A advogada Renata Araujo da Cruz Silva Ferreira faz a defesa de Geovane e de Marloyllner. Adiantou que irá recorrer contra a sentença. "Lamentamos profundamente a morte do engenheiro. Uma tragédia para os familiares e que também afetou a vida dos meus clientes. Mas a sentença foi prematura, não permitindo que a defesa pudesse falar sobre a responsabilidade de cada um dos sócios", explicou. Segundo Renata, a empresa foi fechada após a prefeitura da cidade suspender o alvará de funcionamento. "Quem determinou o fechamento da empresa foi o poder público. Tudo isto seria apresentado, mas não houve tempo, considerando que na sentença houve retirada da empresa do processo e na sequência a condenação dos meus clientes", pontuou. A defesa de Alex Sandro Melo Magnago não foi localizada, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações. *Com informações da colunista Vilmara Fernandes. VÍDEOS: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Fale Conosco